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Balneário Camboriu, SC, Brazil
Seu servo, resenhista crítico e cronista efusivo... Escritor, poeta e profeta que procura analisar a sintese humana sobre a óptica dos ratos no lixo.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pés na Água

Se eu penso que tenho um novo motivo para sentir minha alma...
[Falando por dentro]
...Estou errado.
A cada vez que me sinto falso;
Penso em momentos que me senti jovem e com medo.

- AMARGURA - E toma conta de mim...
[Transtornando sonhos ao sol.]
... Por mais que eu cante.

POR MAIS...
... QUE EU...

... Rogo pela vossa compaixão.
E por mais que te procure dentro de mim,
Envolvo-me num momento de estupidez...

- INSANIDADE -
...Afasto-me de tudo,
- LONGE -

O mais longe possível de quem realmente sou...
E mesmo que alguém diga que somos um,
Estou sozinho...

- Voando, vendo o mar,
Onde os sonhos acabam;
E não mais poderei ser livre... E SOZINHO -

Então colocarei os meus pés na água,
Sentir-te-ei em mim,
[E quando tudo voltar]
Ver-te-ei linda,
Leve.

...E se a lua não se cerrará essa noite,
Já não me importa,
Pois o mundo ofereceu muito a mim;
[Mesmo quando te desapontei desde o começo.]
E enquanto eu caia,
Senti-me um anjo...
Demônio...
Pensei em vos,
MAS ANTES EM MIM...
... E contemplei o mundo que fiz.

Mas nada é tão doce a ponto de nunca nos machucarmos.
Senti o quanto necessito do teu amor.
Assim me sinto,
[Sincero] - Renovado...
Um visionário, apenas...
Dando-te todo meu amor.
...E por mais que eu conquiste o seu respeito,
Ainda me sentirei fraco,
Oficialmente...
Morto...

(Fim de 2006).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

À Noite do Cachorro Doido!

Sou o resto do oeste americano;
[Um gambá bêbado]
Jogando suas ultimas cartas,
Apostando as ultimas gotas,
Em sangue e suor;
[Inebriado]
Entre a gaita e a voz de um poeta
Praguejando suas ultimas...
- SINCERAS E FÉTIDAS -
... Palavras da verdade.

Sobre o sol...
[Morto]
... Sigo a sombra entre as balas e rameiras,
Nas baladas do blues rasgado,
Para pegar o trem dos insanos,
Com destino a lugar nenhum...

Assim vejo-me fora de meu tempo,
Deslocado e sem destino
- Pecando por saber -

...E a personalidade que descrevo não é nada por demais...
Vejo-me na terra árida das injustiças contabilizando os próprios problemas,
Apostando nas cartas com palavras de luxúria e perdição.

- Idéias centralizadas donde se vê caminho para ideologias e ciência,
E para mim mesmo donde imponho a personalidade do sol que nasce; -.

E freneticamente etílico cambaleio entre a musicidade e a poesia,
Numa balada de blues revelo minhas dores e ao mesmo na poesia as feridas,
Enquanto na solidão que me crio só agravo a etilicidade,
Já que não gosto de depender das pessoas,

[Levo a razão acima da emoção]
Assim abro caminho para explicar os vários relacionamentos falhos e a solidão...

Filósofo destes becos escuros,
E daqueles jeans que já batidos e sujos como as botas surradas pelo barro,
Que vê a morte como vera seleção natural e procura alguém que lhe tire da rotina,
Da vaidade,
Do jogo e do pecado;
Alguém que o embarque no trem para que morra todas as noites e renasça sem as ilusões que o protegem...
Em passada vida vi-me um do ópio vietnamita,
Queimando no suor de fogo e napalm,
Camaleável entre vermes e úrico,
Clamando sua atenção pela liberdade de minhas crianças...

[Apenas cumpria o jogo dos homens]
...Afundando-me na insanidade de teu acido,
- Era púrpura,
Voltava insano,
Solo -.
E por fim era mais um cego segurando mãos estranhas.

Mas não se engane amigo,
Gostava de ver-me sem salvação,
Nadando livre e afogando-me no desespero de teu mar de psicoses,
Onde toda reta é curva e leva à lugar algum...
Pois virara mercenário de Deus...

...Era anjo torto da justiça,
E ira e vingança,
E tinha o segundo cavaleiro a me estender à mão,
Pois havia de tirar a paz da terra...

Um ancião de cinco milênios habita em mim,
- Errante,
Recusa-se a evoluir,
É a praga,
É meu câncer,
E ele não nega quem sou,
Ao contrario eleva-me mais próximo do céu enquanto prega as pestes
deste mundo -.
Como um espelho bucólico falido em cristais,
Reflete o mundo do céu ao firmamento,
- Oposto,
Distorço a realidade,
Crio virtualidade -
E pereço na areia de meu vidro.
A BOCA DAS BARBARIDADES,
De onde se prega à aurora fria de um poeta cirrótico de amor e dor,
Que já não ama a você,
E nem mais ninguém além de si...

(Finalizado em 2007).

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Receita Minha

No treponema pálido reduzido
Um caldeirão “ferve” o ser ferido,
Em suco gástrico e caldo de carne,
Misturando algo que o reencarne...
A calvície-rastafari.
...
Átomos paradoxais em moléculas de hidrogênio;
À sopa de letras dum ser blasfemo...
No doce cheiro de promiscuidade,
Um grande clarão de vaidade;
Dois olhos de peixe na televisão,
“Visando” sua próxima encarnação...

Na separação silábica de seus membros,
Golpes, facadas e realengos.
Jogos toscos e bocas tortas,
Acido barato de borboletas mortas.
[e para quem me diz]
_És a visão da mente perigosa!
[saiba, que hoje a forca eu quis]
Embalada num buquê de rosas.

Mas como é jovem crueza desconfiada;
Cria valkirica, pobreza alada.
Foi à forca entre nós soltos e espadas;
Dependuradas rotas de ônibus entrelaçadas
Em notas de “sol” e “si bemol”
Pois é na harmonia que se cria.

(Finalizada em 3.6.2007).

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